segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Diário de Bordo: Paris Parte 1

O post de hoje e os seguintes sobre viagem, contam a minha passagem com o meu noivo por Paris

"27/12/2010 – Segunda-feira - Bruxelas/Paris


Acordamos às 5h45. Banho, café, colocar o que falta na maleta e sair. Pegamos o metrô e descemos na Brussels Noord, chegamos na Eurolines às 6h55 e apesar de nosso ônibus ser o das 8h, na hora do check in, o rapaz me informou que havia outro ônibus para Paris que sairia em 5 minutos. Pirei o cabeção, e na hora de tirar as passagens da mochila, que estava nas costas do Luã, coloquei minha gravura “O Quarto” do Van Gogh em cima da bancada, quando o cara disse que o ônibus já ia sair, peguei o papel da passagem e saímos correndo. 

Tive uma pequena discussão com o motorista que não falava nada de inglês nem francês, porque o rapaz do guichê não havia me dado os boarding pass, mas ele não me deu porque o ônibus já ia sair. Bem, depois que tudo foi esclarecido, entramos no ônibus e após uns 20 minutos da partida, dei por mim que havia esquecido a gravura do Van Gogh em cima da bancada do guichê. Não acreditei. Fiquei arrasada e comecei a chorar. Égua, fiquei muito mal, disse ao Luã que nunca mais eu iria comprar uma gravura, enfim foi o maior drama (típico de uma pisciana)

O motorista que nos guiou até Paris era muito engraçado e parecia ser do Leste Europeu, devido a língua que ele falava. Ele veio escutando e assobiando músicas árabes a viagem toda! Fumava dentro do ônibus, comia tangerina, a maior avacalhação. Na chegada à Paris ele colocou Michael Jackson (Billie Jean, Beat it, Thirller) e aumentou o volume fazendo todo mundo que estava dormindo, acordar. Foi hilário. 

Chegamos numa Gare longe pra dedéu, tiramos/compramos a Carta Orange que agora de chama Navigo Decouverte (bilhete de Metrô, RER e ônibus válido por uma semana, sem limite de viagem), pegamos o metrô depois um RER (C) para chegarmos ao hotel (Formule 1, na zona 2 de Paris). Nos batemos um pouco para chegar até lá, pois pelo que deu para entender estamos na “Ananindeua” de Paris. Fizemos o check in no hotel, deixamos as maletas e fizemos uma nova “viagem” para ir à Île-de-la-cité. 

Chegamos na Notre Dame por volta de 14h30, como sempre, lotada do lado de dentro e de fora. Luã encontrou uma professora da UFPa, como é que pode uma pessoa encontrar outra em outro continente? Êta mundo pequeno!! Fizemos fotos externas e encaramos uma rápida fila para entrar. Luã se encantou com a Notre Dame, realmente ela é muito bonita, fiz várias fotos. Destaque para os vitrais e rosáceas encantadoras. Resolvi não subir os 350 degraus para ver as gárgulas de perto, meu joelho agradeceu. 

Do lado de fora, um cara nos vendeu 10 chaveirinhos da Torre Eiffel por 3 euros!! De lá seguimos para a Saint Chapelle. Uma fila enorme! Estrondosa, burocracia de metal para entrar, afinal ali funciona integrado o Palácio da Justiça. Custaria 8 euros, mas como sou européia (portuguesa) e tenho menos de 25 anos, foi grátis, viva o governo francês!! Como estava quase para fechar, a moça da bilheteria deixou-nos passar sem pagar eu e o Luã =D demos sorte. Quando entrei fiquei maravilhada com a beleza daquele lugar, uma coisa magnífica! Nem sei descrever, só sei que é repleta de flor-de-lis, muito azul e vermelho-terra e vitrais do  século XV. Filmamos e fotografamos até o rapaz nos expulsar porque já ia fechar. Comprei uma caneta e Luã marca-livros.




Já estava escurecendo, admiramos a Saint-Chapelle por fora e seguimos  para o Quartier Latin, onde vimos a Sorbonne e a figura de Auguste Comte. O Panteão não deu, assim como o Jardim de Luxemburgo. A fome bateu e fomos almojantar num restaurante chinês (após muita procura) com menu a 8,30. Fiquei bastante satisfeita. Seguimos de volta para casa, no RER C que pegamos na estação St-Michel. Vimos a Torre Eiffel iluminada de dentro do trem, linda demais =D Chegamos no hotel por volta de 20h. No quarto não há banheiro nem chuveiro... esse é o preço de pagar barato! Meu teclado está com a tecla da vírgula travosa e isso me deixou incrivelmente chateada, pois preciso esmagar a tecla para que a vírgula apareça. Amanhã pretendo esquecer que sou adulta, e virar criança na Disney!"

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