sábado, 12 de março de 2011

Marrakesh, Marrocos - Parte 2

Continuando a saga pelo país mais exótico que já visitei...

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"Acordamos ainda durante a madrugada. O dia anterior havia sido muito cansativo. A viagem e a pernada em Marrakesh acabou com nossas energias. O quarto era escuro, então não tínhamos noção quanto o amanhecer. Olhamos no relógio e voltamos a dormir. Luã, às 5h ouviu a primeira reza do dia e, segundo ele, parecia impressionante o silencio das ruas contrastado com o encontro dos megafones dos minaretes (torres das mesquitas). Próximo ao nosso hotel havia dois minaretes, na praça Djema El Fna. Mas ainda tinham outros três, pelo menos, em volta. Então era possível escutar àquela prece cantada logo cedo.
Por volta das oito, acordamos, e antes de levantar pude escutar o som dos passarinhos, eram muitos!! Tomamos banho e subimos para o terraço. Lá era servido o petit dejerneur. O ambiente era muito interessante. Uma espécie de tenda, com sofás e almofadas, bem no estilo marroquino. Então um sujeito apareceu com uma bandeja com pães franceses, dois croissants, manteiga, geléia de damasco, suco de laranja pura, leite, sache de nescafé e um bule com Chai de menta. Delicioso! Conclui que foi o melhor suco de laranja que já tomei na vida! Muito bom mesmo!
Saímos em direção ao Musée de Marrakech. Tinhamos de contornar os souks para chegar lá. Bom, no caminho nos perdemos completamente por aquele labirinto e como sempre as pessoas só diziam que tínhamos de seguir tout droit, mas nunca chegávamos. Até que um homem nos informou que hoje este museu estava fechado. Resolvemos voltar à praça Djema El Fna e conhecer outra parte de Marrakesh. Resolvemos ir num ponto turístico que na verdade é um cemitério antigo, cujas construções são bastante bonitas (colocar o nome do local). Pagamos um euro para visitar e realmente valeu a pena, arquitetura esplêndida! Apesar de muitos turistas, conseguimos aproveitar bem o local, e inclusive vimos um gato andando no altíssimo muro do local. Fizemos muitas fotos. De lá, decidimos seguir para conhecer um Palácio que tinha lá próximo, mas por algum motivo não pudemos entrar, confesso que não entendi. Logo que nos aproximamos, ainda com uns 100m de distância, o guardinha foi logo gesticulando que não podíamos entrar, demos meia volta e “topamos” com um marroquino que nos convidou a conhecer o Jardin Agdal de onde se poderia ver os “Alpes” marroquinos. Seguimos o cara que obviamente iria cobrar a dica, até que em determinado momento ele parou e disse para seguirmos reto que chegaríamos até lá, que era um local maravilhoso e etc, etc. Demos um trocado a ele e seguimos. Andamos, andamos, andamos. Vimos cactos, pedimos outras informações até que chegamos a um imenso local, que mais parecia um palácio. Peguei a máquina e quando estava pronta a bater uma foto, os guardinhas disseram para não fazer fotografias. Perguntamos o que era o local e eles disseram ser uma residência privada. Eu e o Luã ficamos pasmos, pois o tamanho do muro era imenso e o portão de entrada digno da família real. Deve ser a residência de algum sheik. 
Continuamos a pernada.. afe! Comparei as andanças com as de Veneza. Cruzamos uma avenida e adentramos ao Jardim. Ainda andamos mais um bocado até chegar numa imensa lagoa, com muitos peixes que pareciam carpas, mas não tenho certeza. Ao fundo uma construção marroquina e bem mais ao fundo os Alpes nevados! Sim, eu sou uma ignorante mesmo! Quando pensamos em África, nos vem à mente calor dos infernos! Mas no Marrocos há montanhas nevadas! Filmamos e fotografamos a geografia surpreendente.De lá eu disse ao Luã que não agüentaria andar tudo aquilo de volta, negociamos um táxi para nos levar ao La Menara, onde ficam os camelos. Minha idéia inicial era fazer uma excursão para o deserto, mas como não conseguimos ficar mais tempo, ficaria inviável, pois são necessários dois dias e uma noite no mínimo. 
Assim, tive que me contentar em andar de camelo no Jardin La Menara, que também é fora da Medina. Negociamos com o cara e o passeio morreu em 50 dirham, 5 euros para ambos, ou seja, 2,50 para cada. O bicho primeiro abaixa as patas da frente e depois as de trás, aí após ele estar deitado é que podemos subir. Isso eu fiz na boa, mas na hora em que ele foi se levantar eu levei um susto ahhahaha! Primeiro ele levantou as patas dianteiras e depois as traseiras e eu fiquei toda torta até ele se levantar por inteiro, foi muito engraçado. Teve um determinado momento que o cara largou a cordinha que conduz o camelo só para o Luã bater a foto sem o cara aparecer. Imagina o perigo! Vai que aquele bichão resolve sair andando! Hahahahaha! Depois foi a vez do Luã, mas aí o cara não largou a cordinha dele, ou seja, só eu dirigi o camelo! Feitas as fotos e filmagens, caminhamos pelo Jardim de La Koutoubia, vimos muitas roseiras nesse jardim, assim como muitas fontes e edificações marroquinas, coisas lindíssimas. Já era hora do almoço quando chegamos ao minarete Koutoubia. 
No momento em que lá chegamos, estava havendo uma oração islâmica. Novamente o alto-falante emitindo aquela reza meio cantada, e conseguimos ver a entrada da mesquita. Aliás, duas entradas, uma só de mulheres e outra só de homens. Todos precisam tirar os sapatos e fazem milhares de gestos até se abaixarem completamente como reverência, tudo em cima de tapetes belíssimos. Pela porta da mesquita conseguimos ver que ao fundo há um espaço onde eles realizam algum ritual de lava-pés. É uma parte repleta de azulejos marroquinos, e imagino que a mesquita por dentro deva ser belíssima também. Luã ficou tocado com o momento da oração dos marroquinos e começou a fotografar desesperadamente, eu fiquei nervosa pois muitos começaram a fazer gestos de que não se poderia fotografar mas o Luã não me dava ouvidos. Até que alguém lhe chamou atenção diretamente e finalmente nós seguimos pra a Djemaa El Fna. Foi uma coisa muito diferente observar tudo aquilo, toda a forma como eles  rezam. De volta ao local onde tudo acontece, fiquei embriagada pela quantidade de coisas nas barracas dos souks e não resisti. E lá começamos a parar, olhar e receber os convites para entrar nas lojinhas. As negociações demoradas. Compramos panos, chaveiros, maquiagem, copinhos para chai, bule, maquiagem, Luã comprou um peão para o Gabriel, e ambos adquirimos túnicas tipicamente marroquinas, onde o vendedor nos explicou que no Marrocos há três cores: laranja, terracota e vermelho, e todas elas tem a ver com o sol. Na compra dos chaveiros pedi um brinde ao estilo Dra. Rosângela, e o vendedor me deu =) Sobre a negociação das coisas que gostávamos, a mesma iniciava com o vendedor informando sobre as peculiaridades do produto, os detalhes, a história, até que vinha a facada. Então iniciava um duelo de negociadores, Luã com seu parco francês tentava dar o melhor preço, era muito engraçado ver o Luã negociando com os caras. Estávamos saindo do souk, já era umas 5 da tarde, quando todos pararam de vender e fazer barulho, não sabíamos, mas havia uma mesquita pequena na entrada do souk, e os comerciantes na sexta-feira param tudo para fazer suas rezas que se estenderam para o lado de fora onde pudemos ver tudo! Não nos deixaram bater fotos, mas está tudo guardadinho na retina. Ao final perguntei a eles quantas rezas eles tinham por dia, que são 5, e se sexta-feira era um dia especial, o cara apenas respondeu que sim. A esta altura a Praça já estava se transformando para as barraquinhas de comida. 
Fui assediada por uma marroquina para fazer uma tatuagem de henna na mão. Essas tatuagens são super tradicionais e eu resolvi fazer. Há três cores: laranja que sai em 3 ou 4 dias; marrom que sai em duas semanas e a preta que sai em um mês. Quanto mais dura, mais cara, portanto, fiz a laranja. Ficou muito bonita =) Fotos, muitas fotos. Após a tatoo, demos uma longa volta até voltarmos nos mesmos rapazes que comemos no dia anterior, comemos cuzcuz marroquino novamente, só que eu pedi com frango e Luã, com espetinhos.



Entrada da Medina

Hotel Cecil

sexta-feira, 11 de março de 2011

Marrakesh, Marrocos - Parte 1


Em março de 2011, eu e Luã, ainda estávamos morando em Braga, Portugal e resolvemos viajar para Marrakesh, no Marrocos, pela empresa aérea low cost Ryanair, após muitas dicas de amigas que já tinham ido. Mochilar de avião na Europa é possível! Há passagens de 7 euros pela Ryanair! Marrakesh sem dúvida foi uma das melhores viagens que já fiz, especialmente pelo choque cultural.
Acompanhem como foi:


"Acordamos às 5h da manhã para podermos chegar com tranqüilidade. Banho, café, últimas arrumações e saímos de Gualtar, nosso bairro em Braga, rumo á paragem (parada de ônibus). Pegamos o autocarro (ônibus) das 6h34 e o comboio das 7h10 para a Cidade do Porto. Às 8h chagamos em Campanhã (estação). Pegamos o metrô em direção ao aeroporto. Chegamos por volta das 9h. Procuramos o check-in da Ryanair, pois o Luã por não ser europeu, mas apenas residente, precisava de um carimbo da empresa antes do embarque. Feito isso, detector de metais, e então sala de embarque. Acessamos a internet gratuita de lá nos computadores que ficam espalhados por toda a sala de embarque. Procurei um quiosque da MAC mas não encontrei. Compramos uns chocolates e aguardamos o nosso portão. Quando a informação foi liberada, fizemos a imigração. Eu como sempre não levei carimbo (dupla cidadania), só o Luã. 
Conseguimos ser os primeiros a entrar no avião e sentamos logo na segunda fileira (na Ryanair não há assentos marcados). Não escolhemos a primeira por ser saída de emergência. O vôo foi como de praxe da Ryanair: cadeira sem reclinar, um festival de anúncios imperdíveis, comida vendida e nada de sossego. Ouvi as aeromoças conversarem e darem dicas sobre o lugar, como por exemplo o suco de laranja. 
De repente comecei a ver um “mar” de vermelho e terracota.. era Marrakesh! Chegamos em Marrakesh adiantados, mas não sei ao certo quantos minutos. Isto deve acontecer porque quase não há malas despachadas, afinal, Ryanair é só mala de mão para poder sair barato. No aeroporto trocamos nosso dinheiro, pois segundo informações de pesquisa é o melhor câmbio, acreditem se quiserem. O dinheiro no Marrocos é desvalorizado, portanto há mais zeros, assim, um euro são 10 dirams. 
Pegamos informação para saída e descobrimos que dentro do aeroporto não há o Tourist Information. Do lado de fora vimos um ônibus estacionado e váááários táxis. Resolvemos ir de ônibus.. pobre é ralado,kkkk. O motorista nos indicou a descida na Praça Djemaa El Fna onde fica o hotel que reservamos pelo voudemochila.com. 
Ao descer do ônibus tivemos uma visão do inferno: um trânsito caótico! Carruagens, motos, bicicletas, táxis, carros particulares, muita gente, enfim, todos disputando o mesmo espaço. Desnorteados com o local começamos a procurar o hotel, momento em que fomos abordados por um senhor nos oferecendo hotel em francês. A língua oficial de Marrakesh é árabe e a segunda é francês. 

Respondemos, mal e porcamente, que já tínhamos reserva no Hotel Cecil, e ele começou a nos chamar para seguirmos com ele, pois ele trabalhava para o Hotel Cecil. O cidadão simplesmente começou a nos guiar por dentro de uns labirintos nos quais não lembrávamos mais o caminho de volta. Ficamos ansiosos e nervosos, porém continuamos a seguir o sujeito até que voilà! Hotel Cecil. O hotel está localizado no caminho de um beco, bem próximo a praça principal de Marrakech, a Djema El Fna. Wirna tratou de apresentar nossos documentos no check in, enquanto Luã foi dar a gorjeta ao guia. Ele queria 50 Diham (5 Euros), mas Luã finalizou a conversa entregando apenas 10 Diham (1 Euro). 
Fizemos o check in, guardamos as malas no quarto e então resolvemos sair para explorar o coração da Medina, a place Djema El Fna, que, como falamos anteriormente, está bem próxima ao Hotel Cecil. Uma completa loucura. Carros, motos, bicicletas e pessoas no meio da rua, sem sinalização, sem buzina. No centro da praça encantadores de serpente, macacos, tatuadoras de henna, comerciantes, carrinhos vendendo suco de laranja, barulho, cornetinhas. Ficamos deslumbrados e assustados. Também concluímos que àquelas imagens de filme, realmente são reais. Tratamos de passear pela parte externa dos souks (mercados), até que Wirna apontou para um shisha (ou narguilé). Na hora fomos saber o preço, crentes de que deveríamos negociar para que a compra fosse bem sucedida, não apenas por uma questão de valor, mas por uma questão de ritual. O vendedor então deu um preço alto, 250 Diham (25 Euros). Luã começou a chorar: Monsieur, s’il vous plait, 150 Diham. O homem não aceitava de jeito nenhum, Wirna interveio dizendo que devíamos ir embora, então o comerciante puxou Luã de lado, deu as costas à Wirna e falou baixinho que fechava naquele valor, mais dois euros. Então Luã fechou o negócio e agradeceu: merci beaucoup! Seguimos a diante na aventura. 
Neste dia ainda negociamos mais um belíssimo espelho marroquino, almoçamos sanduiche no KFC, por incrível que pareça lá também tem fastfood. Resolvemos conhecer uma mesquita, que ficava próxima de onde estávamos hospedados, e também precisávamos de um mapa. Saímos em direção ao office de tourisme, mas no meio do caminho presenciamos uma cena curiosa. Uma moça estava com a moto no prego, e um taxista com clientes no carro por algum motivo encostou na moto, a mulher largou (literalmente) a moto, que obviamente caiu com tudo no chão, e começou a esmurrar a janela do lado do carona do taxi, goi uma gritaria! Depois dele desceu e começou a sacudir a moto da mulher, e logo veio um guarda para apaziguar os dois. Hahahahaha! Caminhamos bastante vimos uma belíssima mesquita, saímos da Medina, momento em que vimos a imensa muralha que a rodeia, atravessamos duas praças na ‘cidade nova’ (fora da Medina), e nunca chegava neste office de tourisme. Passamos por um McDonald’s com letreiro em árabe! Hahahaha! Só fora da Medina mesmo! Fotografei. Na rua as pessoas apenas diziam para que seguíssemos tout droit. Inclusive, Luã foi perguntar a uma senhora qual a direção do Tourist Information e ela simplesmente saiu “correndo”, haahhaaha, como a sociedade é machista eu é quem deveria ter perguntado. De repente chegamos ao local, depois de uma longa pernada. Estava fechado. No caminho de volta a Medina conseguimos comprar um mapa numa lojinha, onde ei aproveitei e comprei um imã, e resolvemos voltar de taxi, afinal de contas havíamos caminhado bastante. 
Voltamos ao hotel, tomamos banho e resolvemos jantar. Luã não parava de repetir que deveríamos provar o tal cuscuz marroquino, então saímos para degustar. Eu estava com certo receio, mas topei. A praça Djema El Fna ao anoitecer transforma-se numa verdadeira praça de alimentação marroquina, além de palco para espetáculos de rua, com danças do ventre, jogos de azar e música típica. Caminhamos por entre as barraquinhas e logo iniciou o assedio dos vendedores para o consumo. Ficamos numa barraquinha onde os jovens atendentes falavam ‘Obrigado’, ‘Batatas Fritas’ e ‘facebook’ hahahahaha! De entrada, um pão redondo grande com molho vermelho. Desistimos do molho, pois pensamos que fosse picante. O pão estava bom. 

Pedimos apenas dois cuscuz aux legumes. Um casal espanhol que estava ao nosso lado disse que era muito gostoso e de fato, estavam merveilleux, então resolvemos repetir com um cuscuz aux brochette, que são espetinhos de carne e frango, uma delícia! Pedimos ainda uma coca-cola, cujo rótulo estava metade em árabe metade ocidental =) Bati fotos. Após o jantar, como cortesia, os rapazes nos ofereceram “chai”, este sim eu estava louca para provar... nossa é muuuuuuuuuito bom! É um chá de hortelã maravilhoso! Fala sério! Quero tomar “chai” todo dia. Esta praça de alimentação é interessante. Pitoresca, pois lembra muito o Ver-o-Peso antes da reforma que foi submetido. Mas mesmo assim valeu a pena e não tivemos nenhum piriri. Note-se que em nossa bagagem levamos bastante imozec e plasil para o caso de haver algum problema. Mas felizmente não houve! Após o jantar demos mais uma voltinha na praça e ficamos a admirar as rodinhas com batuques, os jogos que são ao estilo de “arraial”, que você precisa acertar a bola num pequeno espaço e coisas parecidas, certa hora, todos pararam de batucar e ouvimos o som da Mesquita ecoando pela praça, era o momento da oração. Seguimos para o hotel mortos de cansados. Lá, eu estava na expectativa do banho, será que teria água quente? Sim, pois o clima em Marrakesh está ameno, mas de noite a temperatura dá uma caída para uns 8ºC, e eu precisava lavar o cabelo. Pois acreditem, a água ficou quentinha e nada de acabar como aconteceu conosco na Argentina, me surpreendi mais uma vez. Minha expectativa era a pior possível com relação à comida e acomodação e eu mordi a língua".

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Veja mais fotos:







domingo, 16 de janeiro de 2011

Day Trip em Cambridge, Inglaterra

Hoje trago mais um day trip europeu, confiram o diário de bordo de 16 de janeiro de 2011:

"Meu relógio biológico me acordou às 5h20 da matina, deve ter sido a preocupação com a viagem que eu teria que fazer antes da viagem para Cambridge, sim, isto porque eu moro longe (Zona 3 de Londres). Tomei banho, me arrumei, coloquei últimas coisas na mochila, tomei café, tudo com muito cuidado para não acordar a tchurma (host family). Saí de casa às 6h20 para pegar o ônibus das 6h30, mas adivinha? Quando eu estava quase chegando na avenida ele passou na minha frente que nem uma bala. E o que é pior, antes do horário dele! Saudade de Portugal que os motoristas esperam dar o horário. Bem, fiquei na parada até 6h50 quando veio o outro 89. Desci na Blackheath Station feliz da vida, e advinha? Não estavam circulando trens hoje. Que legal. Me informei com um cara na parada que me disse para pegar o 108 até a Lewisham Station e de lá pegar o trem. Esperei 10 minutos para o 108 chegar. Desci na bendita estação e advinha? Não haviam trens circulando hoje. Nessa hora bateu o desepero! Peguei outra orientação com uma moça muitíssimo chateada com a falta dos trens que certamente iria chegar atrasada em seu trabalho. Ela me disse para eu tomar o 47 até a London Bridge e pegar o metrô. O 47 não demorou muito, acho que uns 2 minutos. Olhei no meu mapa de ônibus e resolvi descer logo na Canada Water e pegar a Jubilee Line (linha cinza) e apenas trocar de metrô para a Nothern Line (linha preta) para então chegar até a Kings Cross Station. Para meu total alívio ainda consegui chegar com folga de 20 minutos!! O meeting point (ponto de encontro) era em frente à plataforma dois. Conheci uma paraguaia e perguntei quem iria nos levar, ela não sabia também. Até que um cara chamou: student’s to Cambridge! Era o Lawrence, o guia. Nessa hora a minha colega brasileira chegou, como eu e ela acertamos falar em inglês, ela já veio me cumprimentar em inglês. O guia nos entregou os bilhetes de ida (os quais de imediato percebi que eram de ida-e-volta por apenas 10,60) e disse que os de volta daria, na volta! Ele nos explicou sobre a visita e então subimos no trem, que era o mais rápido, ia direto para Cambridge, onde chegamos em 50 minutos. 











Na saída da estação ele nos entregou um mapa, no qual percebi que a cidade era bem pequena e gira totalmente em torno da universidade. O nome da cidade vem do rio, chamado CAM, que faz uma “meia-lua” na cidade. Seguimos andando até o centro e no caminho paramos em frente a uma casinha de porta azul que dizia, “Aqui viveu Charles Darwin”. Depois de ver onde ele foi enterrado agora vi onde ele morou quando estudou em Cambridge. Claro que bati fotos! Passamos em frente ao Fitzwilliam Museum (prédio neo-clássico), e o guia aproveitou para dizer que é grátis e que poderíamos visitar na parte da tarde. Em seguida passamos e pelo rio CAM e o guia nos parou em frente a uma ponte não-reta, ou seja, curvada até o outro lado, estilo a ponte de Monet. Reza a lenda de que ela foi projetada pelo magnífico Sir Isaac Newton, e copiada muitas vezes depois. Por aí barquinhos com guias (estilo gôndolas e gondoleiros) tentam dar um ar veneziano à cidade. Em seguida adentramos um parque e pudemos ver ainda de longe a King’s College e a sua famosa capela gótica. O guia disse que poderíamos visitar após o tour, e teríamos que pagar cerca de 4 pounds, mas que valia a pena. Seguimos andando por um belo corredor de árvores cujos troncos estavam todos verdes, e ao final uma entrada para a Trinity’s College, toda amarela, ficou tudo bem Brasil!
Cada College tem o seu fundador representado em uma estátua, a da Trinity tem o Henrique VIII segurando um globo e uma perna de cadeira escolar. Segundo o guia, ele tinha um cetro de ouro, assim como o globo o é, mas que no dia seguinte da inauguração do portão com a estátua o cetro, misteriosamente sumiu e no seu lugar foi colocada a perna da cadeira escolar. O pessoal da universidade tentou procurar pelo objeto, mas nunca foi recuperado, quando então resolveram fabricar outro para não deixar a estátua daquele jeito. Após a colocação do novo cetro, no dia seguinte ele sumiu novamente e em seu lugar foi colocada nova perna de uma cadeira escolar que está até hoje lá (vejam nas fotos do facebook). De lá paramos na praça principal onde terminou o tour. Fui com a minha colega no tourist information mas estava fechado. Fomos comer no Subway e em seguida fomos para a King’s College Chapel, a capela gótica. Desembolsamos os 4,50 e entramos. O órgão de madeira com detalhes em ouro foi um presente de Henrique VIII à Anna Bolena. Ao fundo, A adoração dos reis magos de Paul Rubens. Destaco ainda o teto totalmente trabalhado em estilo gótico com vários brasões e os vitrais com passagens bíblicas. Belíssima! Valeu os 4,50. Visitamos um pedaço da King’s College e seguimos para a Trinity College para fazer fotos melhores do Henrique VIII segurando a perna da cadeira escolar. Nesta college estudou Lord Byron, Lolita, Ernest Rutheford (o cara do eletromagnetismo - física) e o Sir Isaac Newton, cuja suposta macieira em frente à entrada da College, fez brotar a Lei da Gravidade.
Fiz fotos da St. John’s College (vermelha). Parei rapidola numa lojinha de souvenir para comprar lápis e imã. Daí voltamos para o museu FitzWilliam, onde pude ver Rubens, Monet, Renoir (La Place de Clichy), Van Dyck, Van Eyck, Murillo, Sisley, Rodin e um único Van Gogh. O ponto de encontro era em frente ao Museu às 16h, 16h27 chegamos à estação e pegamos o trem das 16:30, o qual veio “pingando” e levou 1h10 para chegar à King’s Cross Station, minhas pernas estão me matando e durante o trajeto dei uma cochilada. De lá fiz o mesmo trajeto de volta para casa, metrô, Bus 47 e Bus 89, sem estresse. Em casa Alex (filha da Amanda) está tomando conta da filha da vizinha, a Emily de 3 anos. Fofa demais! Jantei com a Alex, conversei rapidamente com a Amanda que está com o namorado (mas não o vi), tomei banho e comecei o relatório"


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Diário de Bordo: Paris - Parte 2

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28/12/2010 – Terça-feira “Velhos tempos que não voltam mais? Quiçá um dia...”


LUÃ: Wirna não conseguiu dormir direito. Disse que havia sonhado com algo, que não lembra e por esta razão havia acordado antes do que deveria, mas não era pesadelo. Ela acordou antes do relógio e me acordou perguntando se ainda não estava na hora, se o relógio não havia despertado, pois o sol despontava lá fora. Falei que ainda não havia ouvido então ela começou a discutir sobre uma provável teoria para meu estranho ronco, até que “trim... trim... trim...”. Era o despertador!

Creio que isto tudo não passou de tamanha ansiedade para chegar à Disney, pois como a mesma relatou anteriormente, pretendia se soltar e regressar a infância durante àquele dia. De pé, o de sempre, lógico: banho, arrumar mochila. Sem comida no quarto resolvemos tomar café no próprio Formule 1 (3,70 euritos). Café simples: o pão, torrada, manteiga, suco de laranja, café, leite, iogurte de maçã – que Wirna não suportou. Deu para fazer o peso. 

Com tamanha ansiedade, nos descuidamos e esquecemos de preparar aquela quentinha. Estamos na zona dois de Paris. Afastada da muvuca turística do centro. Aqui, mais periférico, residencial, barato. Saímos de trem até uma estação integração com metro, pegamos o metro com destino à estação com integração com o trem que liga até a Disney. Isto tudo deve ter durado uns 40 minutos. No caminho, em razão desta ser uma terça-feira, a correria típica de uma cidade grande, cosmopolita como Paris. 

No trem rumo à Disney era visível a animação de alguns passageiros, a maioria crianças e adolescentes, mas uma chamou atenção especial. Era Wirna. Olhos brilhantes, sorrisos e semblante de criança com vontade de brincar e sonhar. Neste longo caminho aproveitamos para entrar no clima de regresso à infância. Contamos histórias, piadas. Lembranças de um tempo não muito distante e que nos deixa imensa saudade.

Finalmente, após 45 minutos num trem, chegamos a ultima estação. Subimos as escadas apressados pois estava próximo às 10h. Logo ao sair da estação é possível visualizar os portões da Disney. Muita gente se espremendo para entrar num pequeno portão. Muitas crianças, famílias, adolescentes, jovens. De inicio passamos por uma revista. E nesta hora demora um bocadinho. Logo em seguida vamos para outra fila um pouco menor para comprar os bilhetes. Quando chegou nossa vez Wirna correu e pediu à atendente dois bilhetes para os dois parques. Só tive tempo de tirar o cartão e entregar. 

Wirna caminhava pulando, com um sorriso imenso e aproveitava para lembrar-se da primeira vez que entrara naquele parque, em 2005, com seu pai e sua irmã. Ela pegou em minha mão e saiu me puxando, às pressas, rumo a Space Montain, montra russa que havia ido em 2005 e que achara muito boa. Lá, a triste surpresa de que encontrava-se fechada por problemas técnicos. Ficou entristecida, mas insistiu em fazer a foto “pa dizer que fomos”. Continuamos o passeio. Ao fundo músicas temáticas deste mundo do simulacro.

[a parte Desde que cheguei a Paris, não sei ao certo porque, mas ando bastante inspirado sociológica e filosoficamente. Começo a lembrar de algumas referências e na Disney não poderia ser diferente. A observar à Disney veio em minha cabeça autores como Baudrillard, Guy Debord, Foucault e Bourdieu (todos franceses). É tudo um mundo de simulações, símbolos e espetáculo.]

Passeamos por alguns parques temáticos dentro da Disney. Paramos nos Piratas do Caribe e resolvemos fazer um passeio. Esperamos bastante numa fila, mas no fim valeu a pena. Um passeio de barquinho por dentro de umas ruínas com temas do filme, inclusive no passeio há uma quedinha e Wirna acabou molhando-se. 

Ao sair resolvemos ir logo para o parque da Universal, pois este fecha mais cedo que a Disney, às 19h. A Universal parece ser mais dinâmica e de um público mais velho que na Disney. Outra observação é que possui um número maior de brinquedos de aventura. Corremos para uma montanha russa com tema de rock’n’roll, da banda Aerosmith. A procura era imensa, por isso ali havia uma maquina que emitia bilhetes que marcavam a hora em que você deveria retornar para entrar no brinquedo sem grandes filas (Fastpass) Aproveitamos para fazer isto em outro brinquedo, a torre de terror. Como no agendamento que fizemos do brinquedo tínhamos um vácuo de duas horas e meia, resolvemos ir num brinquedo que possuía fila normal. Era um brinquedo no parque do Toy Story. Um carrinho de controle remoto que se movia de um lado para o outro em forma de U. Wirna observou que parecia o tapete mágico do centro ITA. Vimos muitas crianças na fila e por esta razão concluímos que aquele seria um brinquedo inocente. Resolvemos entrar e nos divertir um pouquinho. Entramos no brinquedinho, colocamos a proteção. Wirna estava tremendo de frio e de nervoso. Realmente não sabíamos o que vinha pela frente. De repente ele subiu até uma ponta onde todos ficavam de costas, quase a 90°. Premeditei que a seguir viria uma veloz descida e alertei Wirna para segurar seus óculos. Então o bicho desceu com tudo em alta velocidade e subiu até a outra extremidade como se fosse nos lançar em direção ao espaço. Aí o bicho pegou! Voltou pra trás ainda em alta velocidade e assim repetiu umas cinco vezes. Fiquei estático, não de medo, mas de surpresa como aquele que parecia ser um inofensivo brinquedo, cheio de criancinhas fosse capaz daquilo. Virei-me ao lado, olhei para Wirna e esta paralisada, como uma estátua. Ela não gritava nem se mexia. Nada! Próximo ao fim, ainda naquele frenesi resolvi gritar: uhuuuuuu! Até que acabou. Olhei para Wirna. Estava branca de pavor, não conseguia se mover, nem sair do brinquedo. Não acreditava naquilo. Muitos “éguas” foram  ditos: admiração, surpresa, medo... Depois risos e promessas de que nunca mais pretendia voltar naquele brinquedo louco. Fotos para posteridade. 

De lá passeamos no parque da Universal, muitas fotos. Como ainda tinha tempo para o brinquedo que havíamos reservado, então aproveitamos para relaxar assistindo à um show no Animagique. Um teatro onde Donald e Mickey protagonizavam uma viagem do Donald pelo mundo Disney. Depois seguimos para a montanha russa. Esta foi mais tranqüila e divertida. Muitas luzes, rock e dois loopings. Na foto que compramos ao final, saímos de mãos dadas. Wirna aparece com biquinho de choro, eu com sorriso. Para o próximo brinquedo ainda tinha uma hora pela frente, então fomos assistir outra apresentação, dessa vez no Cinemagic. É uma apresentação sobre a evolução do cinema e o mundo Disney. 

Logo chegou a hora de curtir o brinquedo torre do terror. Wirna tinha ficado traumatizada com o primeiro brinquedo então resolveu não ir. Fui sozinho. O brinquedo é num cenário de hotel. Conta-se a história deste, de uma família que morreu após um trovão atingir o prédio fazendo o elevador cair. O elevador sobe devagar, para em alguns andares, sobe mais e então temos a visão de toda a Disney e ele despenca. Isto acontece duas vezes.

Escureceu. Voltamos à Disney e resolvemos curtir um passeio pelos parques. Paramos no parque das princesas. Andamos de carrossel, xícara da Alice no País das Maravilhas, nos trens do Pinóquio e da Branca de Neve. Notamos que ao escurecer as crianças a mais tempo (adultos) são maioria. 

Assistimos a um desfile com os personagens da Disney, muito bonito, especialmente o Castelo, que ficou completamente iluminado. Deixou Wirna feliz e emocionada. Entramos na Disney 10h e saímos de lá ao fechar, 22h. Estávamos exaustos, com dores. Pegamos trem, trocamos para o metro, depois trem novamente. Esta viagem demorou mais de uma hora. Chegamos na estação do hotel quase meia noite. Ainda nem tínhamos almoçado. Apenas comido bolacha, pão e chocolate. Encontramos um mercadinho aberto, compramos frutas, pão e coca-cola. Tínhamos um queijo desde a Bélgica. Fizemos sanduiches, comemos fruta, tomamos coca. Fomos dormir mortos, porém satisfeitos por fazer esta viagem à infância.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Diário de Bordo: Paris Parte 1

O post de hoje e os seguintes sobre viagem, contam a minha passagem com o meu noivo por Paris

"27/12/2010 – Segunda-feira - Bruxelas/Paris


Acordamos às 5h45. Banho, café, colocar o que falta na maleta e sair. Pegamos o metrô e descemos na Brussels Noord, chegamos na Eurolines às 6h55 e apesar de nosso ônibus ser o das 8h, na hora do check in, o rapaz me informou que havia outro ônibus para Paris que sairia em 5 minutos. Pirei o cabeção, e na hora de tirar as passagens da mochila, que estava nas costas do Luã, coloquei minha gravura “O Quarto” do Van Gogh em cima da bancada, quando o cara disse que o ônibus já ia sair, peguei o papel da passagem e saímos correndo. 

Tive uma pequena discussão com o motorista que não falava nada de inglês nem francês, porque o rapaz do guichê não havia me dado os boarding pass, mas ele não me deu porque o ônibus já ia sair. Bem, depois que tudo foi esclarecido, entramos no ônibus e após uns 20 minutos da partida, dei por mim que havia esquecido a gravura do Van Gogh em cima da bancada do guichê. Não acreditei. Fiquei arrasada e comecei a chorar. Égua, fiquei muito mal, disse ao Luã que nunca mais eu iria comprar uma gravura, enfim foi o maior drama (típico de uma pisciana)

O motorista que nos guiou até Paris era muito engraçado e parecia ser do Leste Europeu, devido a língua que ele falava. Ele veio escutando e assobiando músicas árabes a viagem toda! Fumava dentro do ônibus, comia tangerina, a maior avacalhação. Na chegada à Paris ele colocou Michael Jackson (Billie Jean, Beat it, Thirller) e aumentou o volume fazendo todo mundo que estava dormindo, acordar. Foi hilário. 

Chegamos numa Gare longe pra dedéu, tiramos/compramos a Carta Orange que agora de chama Navigo Decouverte (bilhete de Metrô, RER e ônibus válido por uma semana, sem limite de viagem), pegamos o metrô depois um RER (C) para chegarmos ao hotel (Formule 1, na zona 2 de Paris). Nos batemos um pouco para chegar até lá, pois pelo que deu para entender estamos na “Ananindeua” de Paris. Fizemos o check in no hotel, deixamos as maletas e fizemos uma nova “viagem” para ir à Île-de-la-cité. 

Chegamos na Notre Dame por volta de 14h30, como sempre, lotada do lado de dentro e de fora. Luã encontrou uma professora da UFPa, como é que pode uma pessoa encontrar outra em outro continente? Êta mundo pequeno!! Fizemos fotos externas e encaramos uma rápida fila para entrar. Luã se encantou com a Notre Dame, realmente ela é muito bonita, fiz várias fotos. Destaque para os vitrais e rosáceas encantadoras. Resolvi não subir os 350 degraus para ver as gárgulas de perto, meu joelho agradeceu. 

Do lado de fora, um cara nos vendeu 10 chaveirinhos da Torre Eiffel por 3 euros!! De lá seguimos para a Saint Chapelle. Uma fila enorme! Estrondosa, burocracia de metal para entrar, afinal ali funciona integrado o Palácio da Justiça. Custaria 8 euros, mas como sou européia (portuguesa) e tenho menos de 25 anos, foi grátis, viva o governo francês!! Como estava quase para fechar, a moça da bilheteria deixou-nos passar sem pagar eu e o Luã =D demos sorte. Quando entrei fiquei maravilhada com a beleza daquele lugar, uma coisa magnífica! Nem sei descrever, só sei que é repleta de flor-de-lis, muito azul e vermelho-terra e vitrais do  século XV. Filmamos e fotografamos até o rapaz nos expulsar porque já ia fechar. Comprei uma caneta e Luã marca-livros.




Já estava escurecendo, admiramos a Saint-Chapelle por fora e seguimos  para o Quartier Latin, onde vimos a Sorbonne e a figura de Auguste Comte. O Panteão não deu, assim como o Jardim de Luxemburgo. A fome bateu e fomos almojantar num restaurante chinês (após muita procura) com menu a 8,30. Fiquei bastante satisfeita. Seguimos de volta para casa, no RER C que pegamos na estação St-Michel. Vimos a Torre Eiffel iluminada de dentro do trem, linda demais =D Chegamos no hotel por volta de 20h. No quarto não há banheiro nem chuveiro... esse é o preço de pagar barato! Meu teclado está com a tecla da vírgula travosa e isso me deixou incrivelmente chateada, pois preciso esmagar a tecla para que a vírgula apareça. Amanhã pretendo esquecer que sou adulta, e virar criança na Disney!"

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