quinta-feira, 7 de junho de 2012

Cidade do México - Parte 2

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Continuando a nossa passagem pela Cidade do México... (lembrem-se que o diário foi escrito pelo meu digníssimo pai, com colaborações coletivas dos demais viajantes)


Hoje acordamos no horário que está ficando padrão: 07h00. Procedimentos habituais de toalete. Meninas no arruma-arruma e se emperiquita-emperiquita. “Tá bom o meu blush?”... Um golinho de tequila para animar o dia. Repasse do planejamento do dia. Eu e Rosa chegamos a conclusão de que está muito apertado. Vamos ver. No café da manhã comi frijoles com pão. Tomamos café com o Professor Girafales, namorado da D. Florinda (incrível semelhança, até no paletó!)..

Observações sobre o México 2: os mexicanos são educados, calmos, não buzinam nas ruas. Não são barulhentos. As mulheres são “cafonas”. Parece que estagnaram nos anos 80. Em geral o serviço é muito demorado. Nos restaurantes, nas lojas. Eles não se afobam. Poucos caixas eletrônicos e poucas casas de câmbio. Penamos procurando na Calle Madero. Quando achamos... filas de 10 pessoas ou mais. São atenciosos, mas dão muita informação errada (pergunte para várias pessoas). O metrô não tem indicação, como os tradicionais “M” que encontramos mundo afora. Uma esquisitice mexicana.
De fato, não deu para concluirmos a programação.  



Chegamos na Catedral Metropolitana depois da 9h00. A Catedral também esta afundando e tombando. O terreno em que a Cidade do México está edificada era um lago que foi aterrado... (não brinque com a água). É barroca. O barroco mexicano é diferente. O mesmo exagero, mas com detalhes que tem a influência da cultura local. Muito dourado, não sei se ouro. Só vendo os retábulos. Diferente dos detalhes arredondados usam muitas linhas retas e as colunas não são retas. Poucos anjinhos. Poucas frutas e folhas. Os santos mantém o planejamento nas vestes. Tem um cristo negro adornando a primeira igreja. Sim, a Catedral são duas igrejas em uma. Várias capelas laterais com adornos variados. Uns mais e outros menos ricos. Entramos na hora da missa. Não pudemos passar para a parte mais interna (a segunda igreja). Quando voltamos, após o Palácio Nacional um missa estava sendo rezada na igreja mais externa.
Da Catedral para o Palácio Nacional (gratuito). Uma informação errada nos levou a lateral do palácio. Perdemos um tempo para voltar à entrada principal. O “must” do Palácio são os murais pintados por Diego Rivera. No vão da escada existe um mural descrevendo a História do México entre 1521 e 1930 (A epopeia do povo mexicano). Na verdade é um tríptico: México pre-hispanico, a  Conquista do Império Asteca no centro e no painel esquerdo a visão esquerdista de Diego sobre o futuro do México. Diego Rivera também pintou dez painéis no andar superior perfazendo um total de 7.000m2 de área pintada. Levou 20 anos para concluir a obra devido suas viagens ao exterior.


Saímos do Palácio Nacional, passamos na Catedral Metropolitana e depois fomos passear na Calle Francisco Madero. Uma peatonal. As meninas se depararam com um Mc Donald que vende Mc Flurry a $20 pesos (cerca de R$ 3!).O passeio na peatonal foi uma festa para a Rosa. Muitas lojas de pedras e ouro e prata. As meninas encontraram uma loja da Body Shop e “se fizeram”. Por nosso turno procuramos uma casa de câmbio. Só achamos três. A 12,50, 12,60 e 12,70. Wirna trocou seus dólares na casa que comprava a U$ 12,70. Entramos numa fila de um banco que tinha um único cajero. O país precisa no quesito acesso a dinheiro para turistas.
Almoçamos na Sunborn que fica na Casa dos Azulejos. Um prédio histórico coberto de azulejos. Destaque para o mural titulado "Omnisciencia" de autoria do pintor José Clemente Orozco que adorna a parede da escada que dá acesso ao piso superior, onde almoçamos.  Degustamos Tacos de cochinita Bibil e Encilhada de pollo (tudo $260, cerca de U$20). A encilhada estava bastante picante devido ao creme negro de especiarias todas picantes. A cochinita pibil estava deliciosa. Inclusive com as cebolas picantes! O serviço foi péssimo. Demora para trazer o cardápio. Demoraram para vir anotar os pedidos. Rápido foi trazerem os pratos.



Saímos da casa dos Azulejos e visitamos a igreja e ex-Convento de São Francisco (barroca) e seguimos para visitar o Palácio de Bellas Artes. Entrada a $43, cerca de US$3,5). Mais um caixa “esqueceu” de dar o troco certo. Faltavam $20... O Palácio tem estilo Neo clássico na parte externa e é exemplo de Art Deco na parte interna; Levou cerca de 30 anos pare ser concluído devido problemas no terreno alagadiço e a Revolução Mexicana de 1910. Belos murais de Diego Rivera, Orozco, Siqueiros e Tamayo. Amplo e belo. Mas moderno. Não se compara com o Da Paz. Compramos as entradas para o balé folclórico ($300 por pessoa no segundo piso, cerca de U$35). A demora para o pagamento com o cartão de crédito fez com que a chuva torrencial nos apanhasse ainda no Palácio. Esperamos mais de uma hora e nada. Compramos capas descartáveis e paráguas. Por volta de 19h00 resolvemos encarar a chuva que havia dado pequena estada. Contornamos o Palácio para chegar ao metrô Bellas Artes. Compramos os tickets ($3 pesos mexicanos, cerca de U$ 0,25) e chegamos ao trem para andar uma estação. O trem empacou. Demorou a sair. Saiu. Quando chegamos a estação Allende, nossa esperança de a chuva ter arrefecido evaporou-se. Continuava na mesma. Encaramos. Compramos uns poucos mantimentos. Uma parte numa loja de conveniência (cara...) na esquina do hostel. Nesta loja, surpresa! Um cajero (caixa eletrônico)... Na volta vamos poder pegar dinheiro mais facilmente. Chegamos no hostel feito verdadeiros pintos (exagero...). Com os sapatos, as meias e as barras das calças molhadas. Minha mochila também ficou molhada. Improvisamos um “secador” com o ventilador. Colocamos todos os sapatos e meias em frente ao dito cujo virado para a parede. E dedos cruzados porque tem integrante do coletivo que só tem uma calça... .Lanche no quarto. Só Rosa subiu para jantar e comeu uma salada de brócolis. Wirna falou com a mãe e com o Bambam (papo comprido! Au au au!). Wirna está com dor de cabeça. Wendy passou parte de dia com calundu.

Para ler a parte 3, clique aqui.

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