sábado, 28 de dezembro de 2013

Voo cancelado, paciência redobrada

Cancelamento de voos é uma situação que ocorre com certa frequência no negócio de transporte aéreo. Nesta nossa viagem, com destino a Auckland, estamos tendo a oportunidade de, coletivamente, passar por esta experiência desagradável. Nosso voo, o LAN 801, trecho Santiago-Auckland, previsto para decolar às 23h20, saiu do pátio por volta de 23h50 do dia 28/12. Estava taxiando quando o comandante percebeu problemas no sistema elétrico. Informou que retornaríamos à ponte para avaliação técnica.

Após alguns minutos parados as luzes principais se apagam e acendem as luzes de emergência. Naturalmente, o sistema de refrigeração foi desligado também. Pense em quase trezentas pessoas num espaço pequeno sem climatização. Reclamações, gracinhas de praxe com o trabalho dos técnicos, choro das muitas crianças a bordo, gente com espasmo de esôfago. Só faltou alguém puxar uma reza para Nossa Senhora das Candeias. Felizmente, nenhum infarto. Após cerca de uma hora neste suplicio, fomos convidados a descer.

De volta a sala de embarque, 01h00, notei que não nos entregaram o tradicional cartão de embarque especial usado nestas ocasiões. Mal sinal, pensei eu. Ou é desorganização ou não vamos voltar para a aeronave. Fomos informados que às 02h00 teríamos uma posição definitiva sobre o voo. Algum tempo depois, Dra. Wirna, a causídica oficial do coletivo, descobre que tínhamos direito à alimentação. Hummmm, pensei eu. Mais um sinal de que não vamos decolar. Pense na fila na pequena lanchonete Gatsby da sala de embarque internacional onde poucos funcionários se esforçavam para atender a multidão com presteza. Poucas alternativas: sanduiche misto na chapa ou salada. E seja feliz...

Por volta de 02h15, a informação de que não iríamos voar causou o frisson habitual nestas ocasiões. Sempre tem aquelas pessoas que gritam com os funcionários, batem no balcão exigindo voar de qualquer maneira, ameaças as ais diversas. Uma loirinha era a mais exaltada. Fez barraco desde a descida do avião fazendo questão de xingar os poucos funcionários da LAN em inglês. Aprendi que isso de nada adianta. Existem situações incontornáveis, como problemas técnicos graves. Entendo que devemos exigir nossos direitos como passageiros e consumidores, com firmeza mas com respeito e elegância. Funciona muitíssimo bem até o limite das possibilidades operacionais e do direito. O fato é que nosso voo ficou para decolar no dia 29/12, às 01h30 o que pareceu a alguns que precisaríamos ficar dois dias em Santiago e não mais 24 horas.

“Matéria vencida” pensei eu. Lá fomos nós entrar de novo, oficialmente, no Chile, pegar as malas, transporte para um hotel, fazer check in neste hotel. Ou seja, às 02h30 da manhã a perspectiva de tomar banho e dormir levaria, com sorte, pelo menos mais duas horas. Bem, chegamos no salão da aduana e não havia nenhum funcionário (sujou...). O ambiente meio escuro. Rapidamente chegaram três para o atendimento. A fila que improvisamos, diante da falta de qualquer funcionário da LAN, logo foi burlada pelos sem cidadania. Lá ficamos nós cinco para trás... Pouco a pouco, foram chegando mais funcionários da alfandega e a fila começou a fluir. Ao sermos atendidos observamos que o servidor não havia sido informado do acontecido e nós tivemos que explicar a situação para só então ele tomar o procedimento correto: cancelar a nossa saída do Chile e carimbar um novo documento de entrada no país.

Saindo da área alfandegária fomos pegar as malas, que nos esperavam abandonadas a própria sorte, e nos preparamos para enfrentar a fila para entrar no ônibus que nos lavaria até o hotel. Tudo isso sem orientações dos funcionário da LAN. Na porta do ônibus, encontramos uma moça solitária, organizando a entrada dos passageiros. Quando o ônibus, literalmente, encheu de passageiros, saímos. Trajeto rápido até o Hotel Sheraton, 27Km distante do aeroporto. Mais uma fila demorada pois apenas dois funcionários do hotel estavam trabalhando no check in. Um deles devia ser o gerente. Só às 04h30 chegamos nos quartos.

A situação relatada é um transtorno que deve nos deixar lições. A primeira delas é que mais vale perder dias de férias ou trabalho do que ter um problema técnico em voo e não ter como pousar (se bem me entendem...). Nada se compara a essa situação extrema. Então, comece pensando positivo. Bom que não aconteceu em voo. Em seguida, preparar-se, psicologicamente, para a via crucis que será a reacomodação de tanta gente sem que tal procedimento operacional estivesse programado. Aí é que faz a diferença a organização, experiência a qualidade de atendimento entre as empresas. No caso presente penso que a LAN Chile não respondeu à altura enquanto empresa aérea conceituada na América Latina. Faltou informação adequada e procedimentos necessários e previsíveis, como por exemplo, avisar a alfandega que se preparasse para receber um grande grupo de passageiros fora do horário habitual de voo.
Para o nosso coletivo, mais uma experiência prática para o nosso curriculum, mais reflexões de como se portar com dignidade e cidadania em situações difíceis e imprevistas e mais uma história para contar para os amigos, filhos e netos... rsrsrsrs.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Viajando em Família


Este blogue é uma nova experiência do grupo de viajantes da família Cardoso. Sempre documentamos as nossas férias. É chegada a hora de dividir com todos as nossas peripécias.

Desta feita vamos atravessar o mundo e explorar um pouco da Oceania. A ilha norte da Nova Zelândia e a região de Sydney, na Austrália estão no roteiro.

Como disse no início, assim como todos os viajantes, documentamos nossas andanças com fotos, vídeos e um relato escrito. A cada viagem aperfeiçoamos e ampliamos a documentação, ao mesmo tempo que dividimos as tarefas entre o coletivo.

Nesta viagem, tivemos a ideia de criar um blog e experimentar - ou tentar - alimentá-lo durante a viagem. O acesso, cada vez maior, à internet nos hotéis e albergues é quenos estimula. A dificuldade talvez seja o tempo. Entretanto, penso que vale a pena tentar.

Nosso roteiro inicia por Tauranga onde visitaremos a familia que alberguou a Wendy por ocasião do seu intercâmbio. Nas redondezas está incluído um bate e volta à Rotorua. de lá seguimos para Hamilton onde visitaremos o Hobbinton, em Matamata e as Cavernas de Waitomo.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013

EUA: Resumo

Olá leitores!

Passando para fazer um resumão de minhas curtas férias em Orlando. O que eu preciso dividir com vocês é que apesar de já ter pisado em 3 dos cinco continentes, foi minha primeira viagem à América. Isso porque aquele costume de fazer viagem pra Disney aos 15 anos não rolou pra mim, e também depois disso até hoje, porque meu pai, com quem costumo fazer a maioria dessas viagens internacionais, não vê os Estados Unidos com bons olhos, mas se rendeu as nossas solicitações.

Estive nos EUA por 9 dias muito "pauleiras", de acordar super cedo e dormir super tarde. Minha irmão estruturou a programação dos parques e alimentação, sim, nós sempre fazemos isso. Aliás, se você vai para Orlando, prepare o bolso, é uma loucura para gastar, mas se você não tiver um planejamento, pode não aproveitar o máximo de tempo possível.

A Wendy (irmã) foi gênia em estruturar o dia dos parques com base nas estatísticas de visitação, ou seja, visitamos os parques nos dias em que estão menos lotados, além disso ela também programou as atrações/brinquedos, de acordo com o contra-fluxo, permitindo que tirássemos o máximo proveito do parque. Para terem uma idéia nosso maior tempo de espera na viagem toda ficou em 50 minutos, no simulador do Meu Malvado Favorito. Nem no do Harry Potter pegamos fila comprida. Contarei os detalhes em futuros posts.

Bem, mesmo sendo clichê, foi uma viagem mágica. A Disneyworld realmente te faz voltar a ser criança, o fato de eu ter chorado (sem vergonha de dizer) nas "Parades", no simulador do HP, ou no show de fogos do Magic Kingdom, foi simplesmente a sensação que tive de realizar um sonho de criança. Muitos podem achar idiotice, besteira, mas para mim, foi realmente uma realização, melhor ainda, foi ver meu pai chorar conosco, porque afinal, ele estava realizando o nosso sonho, então foi um mix de sentimentos felizes, e isso que importa. 

O legal também foi mesmo as pessoas me dizendo que a gente come muito mal lá, que só tem fast-food, é que eu pude ver que isso não é verdade, comi no Outback, no Red Lobster, no Hard Rock Café e não me arrependi. A lagosta do Red Lobster foi a melhor que já comi na vida! Claro que comi fast-food, mas faz parte, se está num país, coma o que eles comem, experimente viver como vivem, essas coisas.

Agora saiba que é tudo muito barato! De roupas, sapatos, bolsas, cosméticos a eletrônicos e produtos de higiene, prepare-se porque por mais que você não seja consumista (eu não me considero consumista) você vai gastar, e não é pouco. As coisas são tão baratas, que você acaba ficando meio coagido por você mesmo, a comprar determinada coisa. Sem contar as milhões de besteirinhas fofas da Disney... até boneca da Bela eu trouxe. Sou da geração "Princesas" e todo esse universo "menininha" me encanta, nem ligo para as encarnações, se o salão de beleza do Castelo da Cinderela aceitasse adultos eu prontamente sairia de lá maquiada e vestida como a Bela.

O fato é que eu já estou com planos de retornar, mas enquanto isso não acontece, trarei série de posts intitulados pelos parques que visitei, ou pelos dias de outlet, ok?! Aguardem as cenas dos próximos capítulos!!
domingo, 30 de junho de 2013

Day Trip em Oxford, Inglaterra

Se você pretende conhecer a Inglaterra, a cidade de Oxford é uma parada obrigatória e dá para conhecer o que há de melhor ali, em apenas um dia! Não acredita? Então confere abaixo como eu fiz, enquanto estava fazendo intercâmbio em Londres.

"O meu dia começou às 5h25! Banho rápido, café rápido, saí de casa às 6h05. Caminhei (10 min) até a parada do 89, esperei o bendito por mais uns 10 minutos . Desci na Blackheath Station e peguei o trem para Charing Cross, lá troquei e peguei o metrô (Bakerloo Line) até Paddington, onde cheguei por volta de 7h20 ou 7h25. 
Em Paddington, comprei meu traslado para Oxford (21,60 ida e volta), o trem saiu as 7h50. Trem muito bom, bem rápido! No caminho fui lendo meu livro da Agatha Christie que emprestei na biblioteca. Cheguei em Oxford exatamente às 8h50! Sabe como é... pontualidade britânica! 
Cruzei a estação e pedi informações sobre o centro, como eu já tinha o mapa na mão (peguei na internet) foi mais fácil. Caminhei cerca de 8-10 minutos, muito frio e a cidade ainda meio “morta”, quase ninguém na rua. Mas ainda assim, já fui me encantando. 
Cidade belíssima, estilo arquitetônico gótico para todos os lados e alguns prédios neo-clássicos. Fui direto para o “Informações turísticas” que só abria às 9h30, então decidi ir logo para a Boledian Library. 
Para minha sorte a mesma já estava aberta e iria ter uma visita guiada que incluía a Radcliffe Camera e a University Church of St. Mary the Virgin, tudo por 13  pounds. Sei que é meio caro, mas era o único jeito de visitar a Radcliffe. Ambas são bibliotecas, mas a Boledian é como se fosse a Biblioteca Nacional do Brasil, recebe exemplares do mundo todo e detém mais de 6 milhões de volumes! 
Divinity School 
O guia era um senhor de uns 50 e poucos anos e muito entusiasmado com tudo, gostei dele. A primeira parte da visita ocorreu no Divinity School que é uma sala onde ocorriam exames da universidade, o que geralmente era de teologia (século 12,13,14) e feito oralmente. Mega-power gótico! Esta sala foi a “enfermaria” de Hogwarts em um dos filmes do Harry Potter, e, felizmente, pude bater fotos! Em seguida fomos para a sala da “Convocação”, na verdade era onde funcionava o parlamento da universidade, também ultra-mega gótico, mas com as cadeiras laterais (parecendo um coro) eram neoclássicas (também pude bater fotos). De lá passamos muito rapidamente pela “Corte da Universidade”, um tribunalzinho dentro da universidade. 
Divinity School 
Na parte de cima da Boledian não pude tirar fotos, mas vi com “esses olhos que a terra há de comer” uma das bibliotecas mais lindas que eu já vi em todos meus 24 anos, a Duke Humfrey’ Library. Ela também foi cenário para o Harry Potter, e segundo o guia, é quando Harry conta à Hermione sobre seu lance com a “namorada”, mas eu não lembro disso. Os livros que ali se encontram só podem ser acessados por pesquisadores, leia-se, mestrandos, doutorandos, pos-doutorandos. Trata-se de um acervo raro, o cuidado é tanto que os livros estão dentro de caixas que imitam livros! Não, sério, é de impressionar!!!! Ninguém pode pegar o livro da prateleira, se você precisar de um terá que solicitar pela biblioteca da college que você pertence e só os funcionários é que podem mexer, igual como é na Biblioteca Nacional no Rio. 
O guia explicou sobre as janelas perto das mesas de leitura, pois na época como não se podia ter velas (risco de incendiar os poucos livros que existiam) então todo mundo precisava da luz do dia. Na parte central, onde as pessoas podem estudar, ler, há retratos (pinturas) de muitas pessoas com ligação à universidade, além do teto todo decorado. =D
Radcliffe
Quando achei que já tinha sido muito para o meu coração eis que visitamos a Radcliffe, uma biblioteca em estilo neo-clássico, em formato circular e é um dos mais espetaculares edifícios em Oxford, tendo um dos maiores domos da Inglaterra, fantástica. Se eu pudesse descrever o cheiro do ambiente (livros antigos) seria mais fantástico ainda! A visita terminou na University Church of St. Mary the Virgin também gótica e antes da subida para a torre, há uma salinha, onde era uma biblioteca medieval!!! Minúscula mas com imensas janelas, seu interior é vazio, ou seja, deixou de ser uma biblioteca, mas foi uma! 
O tour acabou =( e eu fui tentar visitar o Teatro Sheldonian, mas infelizmente por motivos que eu não entendi, não estava acessível hoje (dei azar), o Sheldonian Theatre é um teatro cilíndrico e foi a primeira grande obra do Sir Cristopher Wren (o que fez a St. Paul), de 1667, e foi pensado com o objetivo de ser palco das solenidades de formatura da universidade de Oxford.
Saí correndo para a Christ Church, mas a Dining Hall só estaria aberta ás 14h30, então fui almoçar no McDonald’s e depois fui até a Balliol College.
Balliol College
Assim como em Cambridge, a Universidade de Oxford não é centralizada, e tem ao todo 39 colleges. A college é “casa” onde o aluno se vincula ao se matricular, porém, não está delimitada por matéria, ou seja, não são como as faculdades do Brasil (ex. faculdade de química, direito, medicina, etc). Bem, a Balliol College é a mais antiga college de Oxford, onde estudou Adam Smith. Passeei, conheci a capela, vi alguns estudantes fazendo piquenique (no frio), etc.
Daí fui ver a loja oficial de souvenirs da Universidade de Oxford, gostei do preço e fiz algumas aquisições, além de comprar alguns presentes. No caminho de volta para a Christ Church, parei na Alice Shop. Bem, o Lewis Carroll, autor de “Alice no País das Maravilhas” estudou em Oxford e lá se inspirou para escrever o livro. Bem, fui na loja, comprei um lápis, uma caneta e uma borracha. Quando saí fui fazer fotos de mim mesma e não percebi que a caneta caiu, atravessei e quando olhei dentro do saquinho não estava a caneta. Voltei pois achava que a moça da loja não tinha colocado, aí uma garota disse que eu tinha deixado cair, aí eu perguntei, porque você não me avisou? Ela respondeu, porque eu estava dentro da loja. Fiquei triste e ia comprar outra caneta, mas a moça viu tudo e resolveu me dar =) Acho que eu fiz uma cara de triste-pidona e a moça se convenceu. Já a outra (que me “avisou”) é quem deve ter pegado a caneta. 
Dining Hall
Corri para a Christ Church e fiquei na fila, lá dentro uma verdadeira “cagada”. Gente para todos os lados, especialmente na escadaria de acesso à Dining Hall, pois foi usada como cenário do Harry Potter, e a Dining Room, que serviu de inspiração para o Lewis Carroll escrever “Alice”, num dos vitrais tem a Alice e alguns personagens do livro, e também foi usada como o Grande Salão nos dois primeiros filmes do Harry Potter. Não consegui ver com clareza pois tinha muita gente e a iluminação estava ruim, e quando tem muita gente eu fico arreliada.  Mas valeu! Ah! A escada também integrou cenas do HP. 
Escadaria Dining Hall
Ainda na Christ Church College, visitei a Catedral. É, essa é a única college que tem uma Catedral dentro de “suas paredes”. A igreja tem vitrais do século 13! Então, meio que correndo, fui para o Ashmolean Museum (entrada grátis), todo neo-clássico, onde vi um Van Gogh, dois Renoir, um Monet, três Manet, vários Pissaro, um Toulouse-Lautrec, Rembrandt, uns 4 Rubens, Tintoreto, um Michelângelo, um Veronese. Tive que selecionar o creme, caso contrário voltaria muito tarde para Londres. Saí do Museu e fui diretamente para a estação onde tomei o trem das 17h. Nesse traslado terminei o livro da Agatha. Cheguei em Paddington às 18h e fiz o mesmo trajeto de volta para casa, cheguei por volta de 19h15, tomei banho, comecei o relatório, jantei bacalhau com banana frita, falei com a família via skype e terminei o relatório".

Catedral da Christ Church College 
Catedral da Christ Church College 
Ashmolean Museum
Oxford
Estação de trem de Oxford
Dining Hall


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Cidade do México - Parte 1

A viagem ao México foi fascinante, viajamos eu, minha irmã, madrasta e o organizador de tudo, meu pai, Waldir Cardoso. Disponibilizarei aos poucos e em ordem (por partes, como diria Jack.. hauhuahua). O diário foi escrito em boa parte, ou quase tudo, pelo meu pai, então não estranhem.

"Acordamos às 07h00. O fuso é de duas horas para menos aqui. Acordei exatamente as 6h00 em Belém... Procedimentos habituais de banho sem incidentes. Às 8h00 em ponto estávamos no café. O café ralo. Leite, mamão, chá, iogurte, sucrilhos. Depois chegou um pão com queijo derretido e uma coisa escura picante.
Praça das Três Culturas
Resolvemos mudar a programação e ir visitar Teotihuacán hoje, segunda, pois os museus estão fechados. Na portaria o esquema do hotel estava cheio. Custa $350 por pessoa (aproximadamente U$27). Perguntamos se não conheciam um taxista e Luis, que estava ao lado se apresentou. Negociamos $1200 (cerca de U$ 23 por pessoa). O passeio inclui uma parada na praça das três culturas, visita a Basílica de Guadalupe e Teotihuacán. Lá vamos nós! 
No caminho reconheci a Plaza Garibaldi e o Museu de Tequila e Mezcal. A praça das três culturas é um amontoado de pedras, uma igreja e os prédios modernos no entorno. Nada de mais. Seguimos e nos surpreendemos com o Complexo da Basilica de Guadalupe. 
 Complexo da Basilica de Guadalupe
A Basílica, cuja construção começou em 1531, tem estilo barroco e está afundando e tombando. Quando se entra na igreja você percebe que está subindo, porque ela está tombando para a frente. Típica igreja barroca com seus altares, capelas laterais e retábulos exagerados. Na saída pela porta lateral, vimos que uma das capelas tomba para o lado. Uma enorme rachadura está visível de cima abaixo da parede lateral da igreja.
Seguimos para ver o campanário de perto. A praça é imensa. Faz jus ao título de ser a terceira maior praça do mundo (de fato, podemos testemunhar que ela perde para a Praça da Paz Celestial, na China e para a Praça Vermelha, em Moscou). Do campanário fomos para a igreja do pocinho. 
Igreja do Pocinho
Construída em cima de uma nascente e local onde a Virgem Morena apareceu por quatro vezes. Pequena, barroquinha e simpática. Depois fomos ao jardim onde imensa escultura da Virgem de Guadalupe com Juan Diogo e uma ruma de índios se destacam numa pequena colina. Os jardins são muito bonitos com suas flores. Finalmente, fomos visitar a igreja nova de estilo moderno e imensa. Afirmam que dentro cabem 10.000 pessoas. Para ver a imagem da virgem, tapetes rolantes impedem que os fiéis se demorem em frente da pintura da santa. Não é para menos. Entre 14 e 20 milhões de pessoas visitam a igreja anualmente. Em visitação só perde para a Igreja de São Pedro, em Roma.






Seguimos para Teotihuacán. Paramos para almoçar no Restaurante Continental, levados pelo guia. Buffet de $135 por pessoa. Luiz nos ensinou a fazer e comer Tacos, enrolando com a Tortilha. Tomamos Água da Jamaica (preparada com a flor do Hibisco), água de Tamarindo. Comemos Nopales (cacto), Yuna (fruto de um tipo de cacto), Totopos (Nachos), Frijoles. O Luiz come uma quantidade absurda de pimenta. Pega o Nacho, meleca na pimenta e come. Criei coragem e disse que ia fazer o mesmo. Mestre Tobias ia me ajudar. Wirna se preparou para filmar. Molhei o nacho e comi! Tobias não negou fogo. A pimenta é gostosa. Arde, mas não é insuportável como a pimenta de cheiro. Para que não ficasse dúvida, repeti a dose. Comi mais um. Luiz abriu um olhão e revelou que jamais havia visto alguém com o meu atrevimento. As águas fizeram sucesso, assim como o ensina-aprende a fazer – e comer - Tacos. O frijole é sem graça. 
Fizemos umas comprinhas na lojinha do restaurante, vimos um campo de pelota nos fundos e seguimos caminho.
Teotihuacán era a cidade deste povo que habitou o México em priscas eras. Tem três pirâmides, as maiores a da Lua e a do Sol ( a segunda pirâmide mais alta do mundo). Era uma cidade. Subimos na pirâmide menor e acusamos a falta de preparo físico. Não daria para subirmos nas outras duas. A chuva ameaçava cair. De lá visitamos as pirâmides enterradas (impressionante), o Museu (interessantíssimo) e fotografamos a pirâmide do sol. 
A chuva estava cada vez mais perto. Rosa parou ne feirinha. Wendy comprou um gatinho. Os primeiros pingos caíram. Luiz foi buscar o carro. Seguimos para a saída. Rosa ficou negociando uma toalha. Rosa chegou. A chuva caiu forte. Uns 10 minutos depois Luiz chegou com o carro. Voltamos para o hotel sob uma chuva intensa e muitos raios caindo.


Chegamos e as meninas queriam lanche. Eu e Rosa saímos para comprar sob a chuva fina. Descobrimos uma padaria maravilhosa. Compramos leite, suco, queijo, pão, maçã e dois tomates. Lanchamos no terraço do hostel. Amanhã, Centro Histórico!"

Observações sobre o México 1:  A Cidade do México é uma megalópole. Tem os engarrafamentos e milhares de carros nas ruas. Poucas motos. A cidade é suja. Jogam lixo nas ruas e a limpeza é deficitária. Tem favelas (que elas chamam barríos) que sobem os morros. A frota de carros é envelhecida. Vimos muitos fusquinhas, já raros no Brasil. Tem pouquíssimos prédios altos. No máximo de cinco ou seis andares (devido os terremotos). São raros os muito altos como a Torre Latino Americana. O centro da cidade é de uma metrópole em decadência (mais uma vez parecido com o centro de São Paulo ou do Rio de janeiro, mais este que aquele). O povo é milongueiro que nem no Brasil. Sempre procurando dar pequenos golpes (como a moça que me deu o troco na loja da Basílica de Guadalupe. Seu não confiro...). O Luiz, que nos levou ontem a Teotihuacán. Foi muito simpático e atencioso. Mas com muito jeito enfiou a entrada no parque e o estacionamento na nossa conta. E ao final tentou alegar que o tempo de passeio tinha excedido em 3 horas para me cobrar mais que os $1.200 pesos mexicanos combinados. Os mexicanos têm uma cultura e história muito rica e, parece que valorizam muito isso. A história está por toda parte. São também muito católicos. O complexo de Guadalupe demonstra isso. A comida é muito picante mesmo. Usam chilli em tudo. E em grande quantidade.


Não perca as cenas do próximo capítulo!


Para ler a parte 2, clique aqui.

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