quinta-feira, 2 de abril de 2015

Orientação para usuários de transporte público: o exemplo de Londres

Quantas vezes você já se viu numa situação de não saber onde o ônibus que você precisa pegar pára, ou qual o ônibus que você pode pegar para ir a determinado lugar no ponto em que você se encontra? Aí o que acontece? Pergunta-se aos demais usuários, ou ao vendedor de bombons (balas), enfim, quem tem boca vai à Roma, não é?

Só que nem todos os lugares do mundo são essa dificuldade. Não deixando a categoria  "viagem" de lado, resolvi escrever este post sobre a orientação de usuários de transporte público devido a minha experiência em Londres, onde morei nos últimos meses.

Londres é uma cidade enorme. Acho até que enorme é pouco para defini-la, portanto, precisa ter bons transportes públicos e muito bem orientados. Além do prático metrô, e dos trens municipais, Londres conta com um ótimo transporte coletivo, os famosos ônibus vermelhos de dois andares. Eu os usei muito para chegar até o meu curso, ou até mesmo me deslocando pelo centro.

Cada parada de ônibus tem uma plaquinha como esta abaixo:




Como podem ver tem uma letra "D" bem no topo. Ela serve de orientação ao usuário, pois o mapa afixado em cada ponto de ônibus (foto abaixo), indica onde pegar determinado ônibus, que no caso da foto são o 188 (24h), o 199 e o Night Bus N1. Ou seja, se você chega nessa parada "Macmillan Students Village" e precisa pegar outro ônibus, em outra parada, basta olhar no mapa (que dá uma visão da área do bairro, e não da cidade toda) e ver além desses onde pode pegar outros ônibus, nas demais paradas, "A"; "B", ou "C".

A parada também indica por onde o ônibus vai, que neste caso segue em direção à "Lewisham" ou "North Greenwich".


O mapa acima mostra algumas linhas de ônibus e por onde elas passam, o que facilita a vida do usuário. Abaixo estão listadas as ruas e as paradas representadas por letras. Espero que a foto ampliada permita melhor visualização.

Mas qual o meu propósito com este post? Belém, que é uma cidade infinitamente menor que Londres ainda tem problemas com orientação no transporte público, eu sempre me vejo nestas situações, especialmente quando vou a determinado local que desconheço. Não são poucas as pessoas que ficam perguntando a estranhos se tal ônibus passa naquele lugar, ou se pára em tal rua. Não vejo dificuldade na implantação de um projeto desses, gasta-se pouco e a população só tem a ganhar, assim como o turista.

Eu conheci um português no meu vôo de volta São Paulo-Belém que pretendia conhecer a cidade apenas trafegando de ônibus e me perguntou qual ônibus ele poderia pegar do aeroporto para a Presidente Vargas, onde ficava seu hotel, tive que explicar a situação da desorientação dos usuários de ônibus e o perigo de assalto devido ao horário (noite).

Enfim, para alguns pode ser um projeto bobo, mas certamente quem o dirá não costuma andar de ônibus por aí e não tem noção da dificuldade que é.


Sendo assim, fica a dica para a atual prefeitura de Belém, ou para a futura gestão. Precisamos disso, é simples, fácil e de utilidade pública.
terça-feira, 24 de março de 2015

Day Trip em Guimarães, Portugal


Alô querid@s!

O day trip de hoje é em Guimarães , Portugal. Guimarães fica ao norte do país e é uma cidade que vale a pena conhecer, lá foi onde nasceu Portugal! Quer saber como foi? Confere abaixo.

"Acordamos cedo porém não o suficiente, demoramos ao preparar os sanduíches, tomar banho e aprontar para sair, e mesmo sem tomar café da manhã, perdemos o ônibus das 8h10 para Guimarães. Luã ficou possesso de raiva, o próximo sairia somente às 9h40, eu nem esquentei a cabeça. 
Compramos as passagens para 9h40 e fomos até um snack bar tomar um café, aproveitei para ler sobre Guimarães no livro. 
Paço dos Duques
Ao retornar à Central de Camionagem (rodoviária) verificamos os horários para Barcelos e Coimbra, e lendo sobre ambas as cidades no livro, cheguei à conclusão que é melhor visitar Coimbra amanhã e Barcelos na terça, pois o museu que detém o Galo Português esculpido fecha na segunda, e a Universidade de Coimbra, não, é aberta diariamente. Assim, trocaremos os dias, e amanhã a bola da vez é Coimbra. 
Paço dos Duques (teto Caravela)
O trajeto para Guimarães durou cerca de 1h pois este vinha parando na estrada para pegar outros passageiros. Na chegada, tomamos um autocarro (ônibus) para o que pensávamos ser o Castelo de Guimarães, mas era na verdade o Paço dos Duques, que também é um ponto turístico. O paço dos Duques foi construído no século 15 e tem estilo borgonhês, dei destaque para o teto de castanheira da sala de banquetes, que imita o casco virado de uma caravela. De lá fomos para o Castelo que fica mais acima, lá nasceu o primeiro rei português, Afonso Henriques. Este castelo foi construído para deter ataques dos mouros e normandos no século 10. 
Pia Batismal
Dentro do Castelo também visitamos a capela de São Miguel mesmo estilo românico e contém a pira batismal onde o Afonso Henriques foi batizado. Pegamos orientações com a moça da bilheteria do Paço dos Duques e seguimos direto para o Museu de Alberto Sampaio pois até às 14h era grátis, lá vimos arte sacra, azulejos, arquitetura românica. Chovia muito, o que prejudicou apenas um pouquinho do nosso passeio, pois usamos nossos guarda-chuva (made in China) e a fome bateu. Fomos até um snack bar onde pedi uma coca e o Luã uma cervejinha, e ali mesmo comemos nossos sanduíches trazidos de casa. No local tocava Martinho da Vila, o que nos animou bastante, mas não tanto quando a dona do estabelecimento que se requebrava ao som do brasileiro. De lá visitamos a Rua de Santa Maria a primeira rua da cidade, bem estreitinha, a praça de Santiago, os Antigos Paços do Concelho. Infelizmente todas as igrejas estavam fechadas, acredite se quiser! Mas fizemos fotos externas na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, da Misericórdia, de São Francisco e de São Pedro. Antes de ir para casa passamos no Largo da Condessa de Mumadona, que foi a fundadora da cidade, sua estátua fica à frente do palácio da Justiça, que também é muito bonito. 
Já no caminho para a Central de Camionagem, jovens estavam batucando revelando ser alguma festividade, havia uma carruagem e eles estavam todos vestidos ao que deduzo ser à caráter da festa. Só posso dizer que a cidade dá para conhecer em um dia, mas desde que você esteja disposto a andar bastante! Gostei muito de Guimarães. No ônibus viemos cochilando, reflexo do cansaço, mas em casa, Luã ainda teve pique para fazer penne ao molho de queijo para o jantar e, ainda, preparar os sanduíches de amanhã. Eu passei as fotos, publiquei-as no facebook, consegui falar com o papai pelo Skype, mas a conexão estava uma droga e a vídeo-chamada ficou prejudicada. Escrevi o roteiro como de costume, só que hoje estou morrendo de sono".



Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Largo da Condessa de Mumadona
Museu Alberto Sampaio
Rua Santa Maria
Vista de Guima
Praça de Santiago
Vista do Castelo


domingo, 4 de maio de 2014

Bom Jesus do Monte, em Braga, Portugal

O diário de bordo de hoje, destaca o "Bom Jesus do Monte", que marcou minha segunda visita à Portugal. Trata-se de um santuário católico localizado em Braga, ao Norte de Portugal, e compreende um conjunto arquitetónico-paisagístico integrado por uma igreja, um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata (Parque do Bom Jesus), alguns hotéis e um funicular (Elevador do Bom Jesus).


Saímos quase às 10h e seguimos em direção a Igreja de Bom Jesus do Monte. Fica no alto de Braga e possui uma escadaria com 696 degraus da base até chegarmos à Igreja, mas também existe um funicular que transporta em minutos até o topo. A pessoa opta entre economia de energia ou economia de euros (hahahaha). Escolhemos economizar Euritos, fazer exercício físico e curtir a obra por inteiro.
Sem dúvidas é uma verdadeira peregrinação até o Santuário, pois ao longo do caminho, existem onze capelas com imagens que representam a paixão de Cristo, da Santa Ceia à descida da cruz. Pelo caminho são avistadas fontes com simbologias profanas, como a imagem do Deus Saturno. Ao redor um bosque fechado. Quando chegamos, basicamente, a metade do caminho, após percorrer exatos 331 degraus, encontramos duas capelas (Pretório de Pilatos e Subida para o Calvario), numa área circular onde é possível avistamos à frente as escadas dos cinco sentidos e a Igreja, atrás é possível desfrutar de uma maravilhosa visão da cidade de Braga, lá em baixo. Este é o momento ideal para fotos da Igreja e suas escadarias, fotos da cidade e hora de beber aguinha.
Na continuação da peregrinação, não mais avistamos capelas, mas sim fontes que remetem as cinco chagas de Cristo, aos cinco sentidos, estatuetas dos apóstolos, muitas inscrições em latim, afinal de contas, este Santuário é de 1522, porém, sua estrutura atual vem de 1725. Quando estamos face-to-face à pequena, porém, imponente Igreja neoclássica, nos deparamos com imagens daqueles que julgaram Cristo, como Pilatos e Herodes. Ao lado esquerdo, a ultima capela, a da descida de Cristo da cruz. Muitas fotos e poses. Paramos para lanchar uns sanduiches que havíamos trazido de casa. Fazia bastante frio.
final entramos naquela e mais uma vez nos impressionamos com tamanha beleza e simplicidade. Sem dúvida vale a pena conhecer e, principalmente, fazer a peregrinação. Após tantos degraus a sensação de missão cumprida evidencia-se na satisfação de poder entrar naquele Santuário. Uma missa estava em curso, aproveitamos para assisti-la. 
Dentro da Igreja poucas pessoas, pois aquela é uma zona um pouco distante do centro de Braga. Quando do término, aproveitamos para admirar com imagens da crucificação de Cristo, como se fosse uma legítima cena. Impressionou-nos, pois ainda não havíamos visto algo deste gênero. Encontram-se nas laterais do altar principal, imagens de Nossa Senhora das Dores e de Nossa Senhora do Sameiro. Acendemos velas simbólicas, numa máquina em que adicionas moedas e são acesas, já que atualmente nas principais igrejas portuguesas não são permitidas velas de cera.  
Fora da Igreja existem dois hotéis cinco estrelas, um imenso pátio com bancos, arvores. Acima ainda existe um bosque com lago, barquinhos, mesas e bancos para piqueniques. A fim de economizar mais euritos, descemos todos os 696 degraus e pegamos um autocarro para o centro de Braga”.
domingo, 5 de janeiro de 2014

Dirigindo na mão inglesa


Estamos de férias na Nova Zelândia. É um país pequeno e com muitas áreas rurais. Rico em belezas naturais, para ser explorado e descoberto há necessidade de transporte próprio. Assim, alugamos um carro e o recebemos no aeroporto de Auckland. Eu nunca dirigi na mão inglesa e vou dividir minhas impressões. Para dirigir aqui o condutor precisa ter uma carteira de habilitação internacional. No Brasil você consegue uma no Touring pagando uma taxa. Basta levar sua carteira de motorista válida. Aluguei um carro automático, claro. Quando cheguei no estacionamento me dirigi para o lado esquerdo do carro...

Na mão inglesa o tráfego é invertido. Você anda pelo lado esquerdo e eu “treinei” mentalmente preparando-me para o desafio. Funcionou razoavelmente bem. O que eu não podia antever é que também dirigir o carro é invertido. Nossas referências mudam completamente. Desta forma, no primeiro dia, insistia em levar carro muito para a esquerda pois minha referência, ao dirigir, é acompanhar a linha do meio fio. Na mão inglesa você tem que ter como referência o centro da pista. Como fui de Auckland para Tauranga, estes duzentos e poucos quilômetros foram um bom início de recondicionamento. Esta foi a minha maior dificuldade.

Outra dificuldade é nas rotatórias e nos cruzamentos. Naturalmente, esperamos os carros vindo pela esquerda. Na mão inglesa eles vem pela direita. Você tem que entrar indo para a esquerda da pista e estar atento para os carros que já estão trafegando na pista, no mesmo sentido. Isto exige muita atenção nos primeiros dias. Uma semana depois já estou plenamente recondicionado. 

Dirigir o carro, em si, não é problema maior. Inclusive estacionar não traz maior dificuldade. Usando os espelhos retrovisores ou a câmara de ré fica fácil para um condutor experiente. 

Uma palavra sobre dirigir na ilha Norte da Nova Zelândia. As estradas são, em geral, estreitas e de mão dupla (diferente das nossas são divididas com tinta branca e não amarela, fique atento). Pistas de excelente qualidade e muito bem sinalizadas. Nas curvas, placas informam a velocidade segura para trafegar (uma mão na roda). Mesmo estreitas têm velocidade máxima de 100 Km/h. Nas “auto estradas” o limite vai a 110 Km/h, mas existem pouquíssimos trechos com este limite de velocidade. Há uma grande quantidade de controles de velocidade que são descobertos apenas pelo GPS. Não há qualquer sinalização de que eles existem. Nas cidades o limite de velocidade são 50 Km/h os quais são verificados na entrada e na saída de todas elas.

Enfim, dirigir na mão inglesa não é um bicho de sete cabeças. Dá para encarar com tranquilidade. Basta dirigir com cuidado e atenção. Nos primeiros dias e sempre. E obedecer religiosamente as regras de trânsito.
sábado, 28 de dezembro de 2013

SANTIAGO: bate e volta ao Mercado Central

Nesta nossa viagem à Oceania tivemos que comprar dois trechos de passagem. Um trecho Belém-Santiago no qual usamos nossas milhas do TAM Fidelidade e outro Santiago-Auckland pela LAN Chile. Na ida tivemos que ficar algumas horas em Santiago do Chile. O voo chegou do Brasil às 10h30 e partiríamos para Auckland às 23h20. Claro que resolvemos aproveitar este tempo na bela capital do Chile. Deixamos as malas no guarda volumes (Ch 12.500/U$25) e, para não perder tempo, contratamos uma van exclusiva da Transvip por Ch 23.000/U$46 para nos levar até o centro. Duas empresas de ônibus fazem este traslado por um preço bem mais em conta (Ch 1350/U$2,7) mas optamos pela rapidez e a praticidade de irmos direto para o Mercado Central onde pretendíamos almoçar.

O Mercado Central de Santiago fica na esquina das ruas 21 de Mayo e San Pablo (metrô Cal y Canto/Linha 2, amarela). É pequeno mas com uma arquitetura belíssima. Atualmente, é um ponto turístico gastronômico, embora também venda frutos do mar e artesanato. Três grandes restaurantes disputam, literalmente, no grito os turistas: El Galeon, Donde Augusto e o Joya do Pacífico. Existem outros, menores, no fundo, que não tivemos tempo de explorar. Como queríamos experimentar a Centolla (pronuncia-se centôlha), o grande caranguejo das águas da Patagônia e do Alasca, fomos seduzidos pela milonga e oferta do Sebastião, funcionário do El Galeon (wifi liberado), que nos ofereceu uma Centolla por Ch 30.000 (U$ 60) e duas doses de Pisco Sour (que ele chamou de “caipirinha do chile”) para cada um de nós (5 pessoas). Rápida pesquisa nos demais restaurantes nos mostrou que a oferta era generosa.

Escolhemos a Centolla congelada na vitrine, pedimos mais um prato de Vieiras e uma Paila Especial (sopa de mariscos semelhante a Cazuella do Uruguai). O garçom destrincha a Centolla ao lado de sua mesa e isto é um espetáculo a parte. A carne é macia e delicada. Vieram acompanhadas de um delicioso molhos de azeite com alho frito. E só. Tivemos que pagar o arroz a parte. Fica a lição: esquecemos de perguntar para o Sabá se os acompanhamento estavam incluídos... Gostamos muitos das Vieiras servidas com um molho saborosíssimo. A Paila deixou um pouco a desejar e ficamos lembrando com nostalgia a Cazuela de mariscos degustadas no Mercado Central de Montevideo. Ao final pagamos Ch 55.600/U$112) que avaliamos foram bem empregados. E registro que uma única Centolla foi suficiente para que todos nós provássemos desta iguaria rara.

Resolvemos passear um pouco antes de voltar para o aeroporto. O sol abrasador de dezembro desaconselha a iniciativa, mas nós, no entusiasmo do início de férias, resolvemos encarar após breve debate. Andamos pelas ruas de pedestres a fim de chegar até a Estação de metrô Los Heroes para pegar o Centropuerto, ônibus que nos levaria de volta ao aeroporto. Numa tentativa de aplacar o calor seco tomamos sorvete (Ch 580/US1,1), mas não recomendamos. Muito em graça. Cruzamos a Plaza de Armas, visitamos a Catedral de Santiago. Passamos ainda em frente ao Museo de Arte Pre Colombino e o La Moneda (Palácio do Governo). Pegamos o Centropuerto em uma rua em frente a Estação Los Heroes. Voltamos ao aeroporto em uma viagem rápida (cerca de 30m) num ônibus confortável e climatizado a Ch 1350/U$2,7 (pague diretamente ao motorista).  Algumas horas em Santiago não podem ser desperdiçadas!

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